Os olhos dela pareciam estranhos. Com um que de julgamento. Aquele brilho fascinante de antes tinha se tornado de um negro acusador. Seus toques eram agora substituídos por um farejar disfarçado. Como a de um cão que procura provas.
Os dele oscilavam entre incrédulos e culpados. Talvez não por ter feito algo, mas por saber que ela sempre teria motivo para julgá-lo. Sim, ele passou a vida deitando de camas em camas em uma busca frenética. E como amar um homem assim? Mas ele a amava e muito. Só não sabia demonstrar. Fazia poemas e músicas dedicadas a ela, mas essa sempre foi sua arma de sedução. Como agora ter certeza de que era verdadeiro?
Ela sentia seu corpo vivo em momentos íntimos. Sabia que não era mentira o prazer ou seus arrepios. Mas sempre havia inconstância nele. Sua tristeza, seus devaneios, culpas e o medo de se comprometer a ponto de colocar alguma coisa acima de seus dogmas.
Ela pensava que se relacionar era entrega e ele que era deixar fluir o bom esquecendo passado. Ela gostava de DR e ele achava que resolvia tudo em uma trepada.
Assim passaram os anos de “namoro”. Nenhum feliz, mas ninguém totalmente insatisfeito. Em um comodismo mórbido aos olhos dos românticos, mas em uma cumplicidade única entre duas pessoas que se amam.
Onde reside o certo ou o errado no amor? Quem dera ele ou ela soubesse. A única coisa certa entre eles era que nada, nunca, teria capacidade de separá-los
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Explicação
Olá meus amigos,
Devido a problemas de ordem particular não estou conseguindo manter o blog atualizado e comentar os que sigo fielmente.
Em breve tudo voltará ao normal e acompanharei com esmero seus escritos que sempre me encantaram.
Obrigado por vocês pela força que sempre me deram. Nunca esquecerei as palavras de apoio que sempre recebi. Isso me faz ter certeza de que não tardarei a voltar.
Beijos a todos e até a volta.
Devido a problemas de ordem particular não estou conseguindo manter o blog atualizado e comentar os que sigo fielmente.
Em breve tudo voltará ao normal e acompanharei com esmero seus escritos que sempre me encantaram.
Obrigado por vocês pela força que sempre me deram. Nunca esquecerei as palavras de apoio que sempre recebi. Isso me faz ter certeza de que não tardarei a voltar.
Beijos a todos e até a volta.
terça-feira, 12 de maio de 2009
Para a peixinha
Eu entendo suas dores,
Esse amar entregue e sem limites,
A solidão de não se fazer compreender.
Também vejo as lágrimas caindo no teclado,
A pausa medindo o quanto se expor,
E a impossibilidade de conter a verdade.
Sinto suas noites insones
Tentando achar o erro,
Mas tirando o melhor do inevitável fim.
Somos peixes fora dӇgua sem amor.
Vagamos soltos em busca de outras redes
Esperando que o próximo complete nossa falta.
Porém amiga, somos fortes.
E estamos sempre prontos a recomeçar.
Porque nenhum fracasso pode nos tirar
A crença no amor verdadeiro.
Esse amar entregue e sem limites,
A solidão de não se fazer compreender.
Também vejo as lágrimas caindo no teclado,
A pausa medindo o quanto se expor,
E a impossibilidade de conter a verdade.
Sinto suas noites insones
Tentando achar o erro,
Mas tirando o melhor do inevitável fim.
Somos peixes fora dӇgua sem amor.
Vagamos soltos em busca de outras redes
Esperando que o próximo complete nossa falta.
Porém amiga, somos fortes.
E estamos sempre prontos a recomeçar.
Porque nenhum fracasso pode nos tirar
A crença no amor verdadeiro.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Fim
O primeiro corte raso e indolor
Um filete fino de sangue escorre
A carne lateja em espasmos
Outro gole, trago e lágrimas...
A mente turva cria imagens,
Diálogos mudos:
“Mãe estou machucado”
“Padre, isso é pecado?”
A lâmina troca de mão.
Hora da decisão final.
O segundo corte profundo,
Decido e dolorido.
O sangue esguicha.
Último gole generoso.
O corpo afunda na água.
Cigarro preso a mão imersa.
A banheira tomada de vermelho vívido,
Lembra um filme de Tarantino.
Sorriso sarcástico e fingido
A consciência some
A última frase de uma vida...
“Inferno, aqui vou eu.”
Um filete fino de sangue escorre
A carne lateja em espasmos
Outro gole, trago e lágrimas...
A mente turva cria imagens,
Diálogos mudos:
“Mãe estou machucado”
“Padre, isso é pecado?”
A lâmina troca de mão.
Hora da decisão final.
O segundo corte profundo,
Decido e dolorido.
O sangue esguicha.
Último gole generoso.
O corpo afunda na água.
Cigarro preso a mão imersa.
A banheira tomada de vermelho vívido,
Lembra um filme de Tarantino.
Sorriso sarcástico e fingido
A consciência some
A última frase de uma vida...
“Inferno, aqui vou eu.”
domingo, 19 de abril de 2009
Contrastes
Claudia encarava a vida como um jogo de pôquer. Todos eram adversários em potencial. Era uma grande jogadora e sabia quais trunfos usar: Mascarar emoções e observar atentamente os sinais. Aprendeu muito cedo a usar essas armas. Desde o tempo em que vendia flores nos bares de Cidade Baixa. Tinha sempre um sorriso no rosto, uma frase feita e seduzia com ar inocente. Assim aprendeu as manhas da vida e como extrair prazeres evitando a dor.
Não era uma mulher linda, daquelas de parar o trânsito, mas sabia usar a feminilidade com maestria. Tinha cabelos e olhos negros e uma pele alva que lhe dava uma aparência entre gótica e clássica. Usava maquiagem suave e adornos discretos. Parecia saída de um filme, de tanta perfeição. Uma matadora. Colecionava corações como se fossem selos. Usava os homens ao seu bel prazer. Desfrutava do melhor da vida. Ganhava muitos presentes de seus admiradores, mas nunca se vendeu. Era orgulhosa demais para isso. Apenas aceitava de bom grado as demonstrações de afeto, mas não precisava deles para viver. Tinha conseguido vencer por conta própria.
Numa noite estava sentada em um bar e ria dos homens que disputavam ferozmente a honra de pagar-lhe um drink. Eram vários “espécimes interessantes” pensava se decidindo quem seria o escolhido. Entre uma e outra jogada de cabelo, seus olhos se cruzaram com um rapaz na mesa do canto. Se ela parecia Gilda, ele estava mais para um nerd de cinema besteirol.
Ele estava com um grupo de amigos que volta e meia olhavam para Claudia entre risos e cobiça. Mas ele se mantinha olhando para baixo. Léo era um rapaz tímido e sem brilho. Estudava letras e era poeta nas horas vagas. Não se podia dizer que era feio, ao contrário, tinha vários encantos. Inteligente e sensível era o sonho de consumo das meninas românticas. Tinha olhos azuis escondidos por um par de óculos e uma pele morena que fazia um contraste belo. Durante todo o tempo que permaneceu no bar não desviou o olhar do copo. Talvez tenha sido o único naquele salão a passar incólume pelos encantos de Claudia.
Ela também percebeu isso e gostou da idéia de seduzi-lo por diversão. Como já tinha marcado o encontro da noite deixou a brincadeira para outro dia. Mas antes de sair se certificou que ele era freqüentador do bar. E era. Passava regularmente por lá na saída da aula.
Algum tempo se passou até que se encontrassem novamente. Claudia dessa vez estava sozinha e Léo chegou com sua trupe de sempre. Os rapazes não tiravam o olho dela, que sorria como se fizesse um convite. Não demorou para um deles vir até a mesa e se sentar. Como era um rapaz lindo e seu alvo parecia estar mais interessado na vodka, Claudia se deixou levar e esqueceu-se de Léo.
Eles se esbarraram várias vezes nos meses que se seguiram e a cena sempre se repetia.
Ela tentando seduzir e ele parecendo não ter interesse. Claudia já estava enlouquecida. Nenhum homem havia ficado imune aos seus encantos. Aquele rapaz só podia ser gay ou cego. Ela teria que tomar uma atitude que evitava a todo custo, atacar de maneira escancarada. E assim foi.
No fim de semana seguinte ela se produziu para arrasar e ficou no bar a espera de Léo. Ele não demorou a chegar com os amigos, mas dessa vez ela o encarou com desejo, e finalmente se fez notar. Os amigos de Léo o cutucavam, chamando a atenção para o que acontecia, mas ele era tímido demais para se insinuar. Ao perceber isso, Claudia esperou que ele se levantasse e foi atrás puxar conversa.
Ele a recebeu com um misto de pavor e euforia. Nunca imaginou que uma mulher como ela poderia notá-lo. Claudia o convidou para sua mesa e começaram uma longa conversa mesclada com beijos tórridos.
Era nítida a química que brotava de seus corpos. Tinham pouco em comum e a descoberta de mundos novos fez nascer um encantamento mútuo. Depois de um tempo ela se “ofereceu” para ir a casa dele e se conhecerem melhor. Claudia não era mulher de perder tempo, e mesmo um pouco assustado, Léo concordou e saíram em direção a sua casa.
Nem bem a porta se abriu ela já foi se jogando sobre ele, beijando seu pescoço e tentando desabotoar sua camisa. Léo a afastou, carinhoso, pedindo que tivesse calma. Aquilo desconcertou Claudia. “Que homem estranho” pensou antes de encará-lo com dúvidas de ter feito a escolha certa. Ele sorriu e afastou uma mecha de cabelo que caia sobre seu rosto e a tomou em um beijo terno e apaixonado. Devagar a conduziu ao quarto e cheio de carinho começou a despi-la. Claudia estava atônita, não sabia o que fazer e então se deixou levar. Cada toque dele em seu corpo era uma sensação nova e quando finalmente se deixou dominar, sentiu um prazer que jamais experimentara em sua vida.
Depois de um tempo ele adormeceu e ela não pode evitar o sorriso ao olhar aquele menino que estava deitado ao seu lado. Era mais bonito do que ela se lembrava e não podia negar que era também um amante “de primeira”. Pensou em quebrar sua regra número um de nunca repetir homens, mas logo mudou de idéia e levantou para se vestir. Sim, tinha sido bom, mas era hora de voltar a sua vida.
Caminhou em direção a sala com cuidado para não acordá-lo e quando chegou lá acendeu a luz para procurar sua bolsa. O que viu a seguir foi um choque. Haviam desenhos dela espalhados por todos os cantos. Alguns com pequenos poemas escritos no rodapé. Ele havia captado vários momentos e reproduzido de cabeça, em horas que ela nem notava seu olhar. Era uma declaração de amor silenciosa e ao perceber isso não pode evitar as lágrimas.
Claudia olhou um a um os desenhos e ao fim sentiu uma vontade louca de voltar ao quarto e se jogar nos braços de Léo. Ela viu que podia amá-lo também que isso seria uma vida nova. Sonhos românticos começaram a povoar sua mente e derreter seu coração de gelo. As lágrimas corriam soltas e estava confusa com sua reação.
Precisava pensar. Tudo aquilo era muito novo e foi ao banheiro lavar o rosto e se recompor. Ao erguer a cabeça e se encarar no espelho tudo ficou nítido de novo. Secou os olhos e retocou a maquiagem enquanto falava em voz alta como a tentar se convencer. “A vida não é um conto de fadas.” Então passou o batom decidida e voltou para a sala dando uma última olhada em seus sonhos. Bateu a porta deixando para trás o que poderia vir a ser o único amor de sua vida.
Na rua, o brilho do sol já se fazia notar e caminhou por entre os carros com uma certeza no coração. “Ninguém, jamais, tiraria dela uma lágrima sequer.”
Não era uma mulher linda, daquelas de parar o trânsito, mas sabia usar a feminilidade com maestria. Tinha cabelos e olhos negros e uma pele alva que lhe dava uma aparência entre gótica e clássica. Usava maquiagem suave e adornos discretos. Parecia saída de um filme, de tanta perfeição. Uma matadora. Colecionava corações como se fossem selos. Usava os homens ao seu bel prazer. Desfrutava do melhor da vida. Ganhava muitos presentes de seus admiradores, mas nunca se vendeu. Era orgulhosa demais para isso. Apenas aceitava de bom grado as demonstrações de afeto, mas não precisava deles para viver. Tinha conseguido vencer por conta própria.
Numa noite estava sentada em um bar e ria dos homens que disputavam ferozmente a honra de pagar-lhe um drink. Eram vários “espécimes interessantes” pensava se decidindo quem seria o escolhido. Entre uma e outra jogada de cabelo, seus olhos se cruzaram com um rapaz na mesa do canto. Se ela parecia Gilda, ele estava mais para um nerd de cinema besteirol.
Ele estava com um grupo de amigos que volta e meia olhavam para Claudia entre risos e cobiça. Mas ele se mantinha olhando para baixo. Léo era um rapaz tímido e sem brilho. Estudava letras e era poeta nas horas vagas. Não se podia dizer que era feio, ao contrário, tinha vários encantos. Inteligente e sensível era o sonho de consumo das meninas românticas. Tinha olhos azuis escondidos por um par de óculos e uma pele morena que fazia um contraste belo. Durante todo o tempo que permaneceu no bar não desviou o olhar do copo. Talvez tenha sido o único naquele salão a passar incólume pelos encantos de Claudia.
Ela também percebeu isso e gostou da idéia de seduzi-lo por diversão. Como já tinha marcado o encontro da noite deixou a brincadeira para outro dia. Mas antes de sair se certificou que ele era freqüentador do bar. E era. Passava regularmente por lá na saída da aula.
Algum tempo se passou até que se encontrassem novamente. Claudia dessa vez estava sozinha e Léo chegou com sua trupe de sempre. Os rapazes não tiravam o olho dela, que sorria como se fizesse um convite. Não demorou para um deles vir até a mesa e se sentar. Como era um rapaz lindo e seu alvo parecia estar mais interessado na vodka, Claudia se deixou levar e esqueceu-se de Léo.
Eles se esbarraram várias vezes nos meses que se seguiram e a cena sempre se repetia.
Ela tentando seduzir e ele parecendo não ter interesse. Claudia já estava enlouquecida. Nenhum homem havia ficado imune aos seus encantos. Aquele rapaz só podia ser gay ou cego. Ela teria que tomar uma atitude que evitava a todo custo, atacar de maneira escancarada. E assim foi.
No fim de semana seguinte ela se produziu para arrasar e ficou no bar a espera de Léo. Ele não demorou a chegar com os amigos, mas dessa vez ela o encarou com desejo, e finalmente se fez notar. Os amigos de Léo o cutucavam, chamando a atenção para o que acontecia, mas ele era tímido demais para se insinuar. Ao perceber isso, Claudia esperou que ele se levantasse e foi atrás puxar conversa.
Ele a recebeu com um misto de pavor e euforia. Nunca imaginou que uma mulher como ela poderia notá-lo. Claudia o convidou para sua mesa e começaram uma longa conversa mesclada com beijos tórridos.
Era nítida a química que brotava de seus corpos. Tinham pouco em comum e a descoberta de mundos novos fez nascer um encantamento mútuo. Depois de um tempo ela se “ofereceu” para ir a casa dele e se conhecerem melhor. Claudia não era mulher de perder tempo, e mesmo um pouco assustado, Léo concordou e saíram em direção a sua casa.
Nem bem a porta se abriu ela já foi se jogando sobre ele, beijando seu pescoço e tentando desabotoar sua camisa. Léo a afastou, carinhoso, pedindo que tivesse calma. Aquilo desconcertou Claudia. “Que homem estranho” pensou antes de encará-lo com dúvidas de ter feito a escolha certa. Ele sorriu e afastou uma mecha de cabelo que caia sobre seu rosto e a tomou em um beijo terno e apaixonado. Devagar a conduziu ao quarto e cheio de carinho começou a despi-la. Claudia estava atônita, não sabia o que fazer e então se deixou levar. Cada toque dele em seu corpo era uma sensação nova e quando finalmente se deixou dominar, sentiu um prazer que jamais experimentara em sua vida.
Depois de um tempo ele adormeceu e ela não pode evitar o sorriso ao olhar aquele menino que estava deitado ao seu lado. Era mais bonito do que ela se lembrava e não podia negar que era também um amante “de primeira”. Pensou em quebrar sua regra número um de nunca repetir homens, mas logo mudou de idéia e levantou para se vestir. Sim, tinha sido bom, mas era hora de voltar a sua vida.
Caminhou em direção a sala com cuidado para não acordá-lo e quando chegou lá acendeu a luz para procurar sua bolsa. O que viu a seguir foi um choque. Haviam desenhos dela espalhados por todos os cantos. Alguns com pequenos poemas escritos no rodapé. Ele havia captado vários momentos e reproduzido de cabeça, em horas que ela nem notava seu olhar. Era uma declaração de amor silenciosa e ao perceber isso não pode evitar as lágrimas.
Claudia olhou um a um os desenhos e ao fim sentiu uma vontade louca de voltar ao quarto e se jogar nos braços de Léo. Ela viu que podia amá-lo também que isso seria uma vida nova. Sonhos românticos começaram a povoar sua mente e derreter seu coração de gelo. As lágrimas corriam soltas e estava confusa com sua reação.
Precisava pensar. Tudo aquilo era muito novo e foi ao banheiro lavar o rosto e se recompor. Ao erguer a cabeça e se encarar no espelho tudo ficou nítido de novo. Secou os olhos e retocou a maquiagem enquanto falava em voz alta como a tentar se convencer. “A vida não é um conto de fadas.” Então passou o batom decidida e voltou para a sala dando uma última olhada em seus sonhos. Bateu a porta deixando para trás o que poderia vir a ser o único amor de sua vida.
Na rua, o brilho do sol já se fazia notar e caminhou por entre os carros com uma certeza no coração. “Ninguém, jamais, tiraria dela uma lágrima sequer.”
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Carta a uma amiga
Queria poder ser ainda seu melhor amigo,
Estar ao seu lado nessas horas difíceis
Entender o que te aflige e tortura.
Aqui tem um ombro, um colo e ouvido,
Esperando sua carência, seu corpo aninhado e seu grito.
Entendo tanto de dores e amores,
Então porque não me procurou?
Amor, amiga, nunca deve ser sofrido;
Ele é pleno de beleza, poesia e renovação.
Se te machuca, esqueça.
Você sempre foi maior que nós.
Era o porto seguro dos que a cercavam.
Onde foi que tudo isso se perdeu?
Seus lindos olhos verdes antes brilhantes
Agora são cinza e sem vida.
Seu sorriso se transformou em lágrimas.
E até sua vida quase entregou.
Não entendo amor assim.
Quero ver de novo sua coragem,
A garra e poder que te diferenciava.
E conte sempre com meu amor amigo,
Incondicional e eterno.
Força.
E aceite minha mão estendida
Hoje e sempre.
Estar ao seu lado nessas horas difíceis
Entender o que te aflige e tortura.
Aqui tem um ombro, um colo e ouvido,
Esperando sua carência, seu corpo aninhado e seu grito.
Entendo tanto de dores e amores,
Então porque não me procurou?
Amor, amiga, nunca deve ser sofrido;
Ele é pleno de beleza, poesia e renovação.
Se te machuca, esqueça.
Você sempre foi maior que nós.
Era o porto seguro dos que a cercavam.
Onde foi que tudo isso se perdeu?
Seus lindos olhos verdes antes brilhantes
Agora são cinza e sem vida.
Seu sorriso se transformou em lágrimas.
E até sua vida quase entregou.
Não entendo amor assim.
Quero ver de novo sua coragem,
A garra e poder que te diferenciava.
E conte sempre com meu amor amigo,
Incondicional e eterno.
Força.
E aceite minha mão estendida
Hoje e sempre.
quarta-feira, 25 de março de 2009
Poema da amante
"Eu te amo
Antes e depois de todos os acontecimentos
Na profunda imensidade do vazio
E a cada lágrima dos meus pensamentos.
Eu te amo
Em todos os ventos que cantam,
Em todas as sombras que choram,
Na extensão infinita do tempo
Até a região onde os silêncios moram.
Eu te amo
Em todas as transformações da vida,
Em todos os caminhos do medo,
Na angústia da vontade perdida
E na dor que se veste em segredo.
Eu te amo
Em tudo que estás presente,
No olhar dos astros que te alcançam
Em tudo que ainda estás ausente.
Eu te amo
Desde a criação das águas,
desde a idéia do fogo
E antes do primeiro riso e da primeira mágoa.
Eu te amo perdidamente
Desde a grande nebulosa
Até depois que o universo cair sobre mim
Suavemente."
(Adalgisa Néri)
Minha inspiração anda perdida em meio a tantos sentimentos, por isso decidir postar um dos meus poemas favoritos.
Abraços fraternais a todos que me acompanham.
Em breve volto com os meus.
Antes e depois de todos os acontecimentos
Na profunda imensidade do vazio
E a cada lágrima dos meus pensamentos.
Eu te amo
Em todos os ventos que cantam,
Em todas as sombras que choram,
Na extensão infinita do tempo
Até a região onde os silêncios moram.
Eu te amo
Em todas as transformações da vida,
Em todos os caminhos do medo,
Na angústia da vontade perdida
E na dor que se veste em segredo.
Eu te amo
Em tudo que estás presente,
No olhar dos astros que te alcançam
Em tudo que ainda estás ausente.
Eu te amo
Desde a criação das águas,
desde a idéia do fogo
E antes do primeiro riso e da primeira mágoa.
Eu te amo perdidamente
Desde a grande nebulosa
Até depois que o universo cair sobre mim
Suavemente."
(Adalgisa Néri)
Minha inspiração anda perdida em meio a tantos sentimentos, por isso decidir postar um dos meus poemas favoritos.
Abraços fraternais a todos que me acompanham.
Em breve volto com os meus.
segunda-feira, 23 de março de 2009
O preço da felicidade
Olhando a estrada da minha vida.
Me surpreendi ao ver rosas.
Encantado tentei tocá-las
E senti a fisgada dos espinhos.
Acordei do sonho...
Sim, a vida linda é a sonhada.
A realidade nos confronta com a dor.
Em tudo de bom há um mal escondido,
Uma mentira, uma intenção velada, uma traição.
A beleza mascarada é tentadora.
Atrai e seduz de maneira vil.
Aprisiona, ilude,
Até que embriagados sucumbimos.
Dai vem a conta...
Ser feliz tem um preço alto,
A ignorância.
Me surpreendi ao ver rosas.
Encantado tentei tocá-las
E senti a fisgada dos espinhos.
Acordei do sonho...
Sim, a vida linda é a sonhada.
A realidade nos confronta com a dor.
Em tudo de bom há um mal escondido,
Uma mentira, uma intenção velada, uma traição.
A beleza mascarada é tentadora.
Atrai e seduz de maneira vil.
Aprisiona, ilude,
Até que embriagados sucumbimos.
Dai vem a conta...
Ser feliz tem um preço alto,
A ignorância.
terça-feira, 17 de março de 2009
Morte em vida
Transpassou num instante,
Como uma fecha flamejante,
E com uma dor lancinante,
Senti que ia morrer.
Pensei em qual Deus esfuziante
Eu ia rogar suplicante,
Para minha vida errante,
Continuar a viver.
Olhei calmo e silente,
E percebi inocente,
Que nada podia fazer.
Me deitei leniente,
Com o coração indolente,
E sorri do sonho de ser.
Não havia mais agonia
Era uma estranha alegria
De se fazer perceber.
E com louca euforia
Me entreguei a orgia
Entre a dor e o prazer;
Como uma fecha flamejante,
E com uma dor lancinante,
Senti que ia morrer.
Pensei em qual Deus esfuziante
Eu ia rogar suplicante,
Para minha vida errante,
Continuar a viver.
Olhei calmo e silente,
E percebi inocente,
Que nada podia fazer.
Me deitei leniente,
Com o coração indolente,
E sorri do sonho de ser.
Não havia mais agonia
Era uma estranha alegria
De se fazer perceber.
E com louca euforia
Me entreguei a orgia
Entre a dor e o prazer;
quinta-feira, 12 de março de 2009
O reverso do verso
Versos soltos,
Palavras aparentemente sem sentido,
Poema desconstruído...
Tentativa vã de me conectar a você
Em uma linguagem singular.
Me desespero por querer te mostrar o novo em mim.
E assim te fazer entender,
O muito que o pouco de você é capaz.
Porque eu te amo!
Amo nas entrelinhas,
Na pausa entre as palavras,
No suspiro que surge em meio às lembranças.
E amo tanto que me perco tentando ser melhor.
Queria ter as armas dos verdadeiros artistas,
Mas sou apenas um homem apaixonado.
Deixo então a caneta deslizar sobre o papel
E abro meu coração por inteiro
Sentindo a insegurança peculiar dos amantes.
Trêmulo de paixão e medo de errar,
Me entrego as palavras e ao amor.
Assim posso te dar em beijos,
Em olhares e no aconchego do corpo,
O que em minha poesia faltar.
Palavras aparentemente sem sentido,
Poema desconstruído...
Tentativa vã de me conectar a você
Em uma linguagem singular.
Me desespero por querer te mostrar o novo em mim.
E assim te fazer entender,
O muito que o pouco de você é capaz.
Porque eu te amo!
Amo nas entrelinhas,
Na pausa entre as palavras,
No suspiro que surge em meio às lembranças.
E amo tanto que me perco tentando ser melhor.
Queria ter as armas dos verdadeiros artistas,
Mas sou apenas um homem apaixonado.
Deixo então a caneta deslizar sobre o papel
E abro meu coração por inteiro
Sentindo a insegurança peculiar dos amantes.
Trêmulo de paixão e medo de errar,
Me entrego as palavras e ao amor.
Assim posso te dar em beijos,
Em olhares e no aconchego do corpo,
O que em minha poesia faltar.
quarta-feira, 11 de março de 2009
Em vão
Minha tristeza não é como embalagem de bala
Que enfeita ou pode ser removida na hora do prazer.
Está mais para aquele recheio líquido,
Que se espalha e muda o sabor inicial.
Ela está impregnada em mim,
E se liberta quando aprofundo quem sou.
Consigo domá-la por um tempo,
Mas sempre acabo me confrontando com sua face.
Talvez falte em mim a fibra para extirpá-la,
Ou mesmo tenha medo disso.
E se ela for embora e eu não for mais poeta?
Sim, sou incoerente e confuso.
Sou humano.
Não temo mostrar fraquezas.
Meu erro está apenas em me expor
Sem revelar o todo.
Mas o que é o todo além da soma de partes?
Ao escrever sobre essas partes desconexas de mim
Monto junto a quem lê
Meu real imaginário
Ou seria meu imaginário real?
De sentimentos e palavras vou sobrevivendo.
E as respostas podem estar em mim,
Ou em você.
Assim a busca continua...
Que enfeita ou pode ser removida na hora do prazer.
Está mais para aquele recheio líquido,
Que se espalha e muda o sabor inicial.
Ela está impregnada em mim,
E se liberta quando aprofundo quem sou.
Consigo domá-la por um tempo,
Mas sempre acabo me confrontando com sua face.
Talvez falte em mim a fibra para extirpá-la,
Ou mesmo tenha medo disso.
E se ela for embora e eu não for mais poeta?
Sim, sou incoerente e confuso.
Sou humano.
Não temo mostrar fraquezas.
Meu erro está apenas em me expor
Sem revelar o todo.
Mas o que é o todo além da soma de partes?
Ao escrever sobre essas partes desconexas de mim
Monto junto a quem lê
Meu real imaginário
Ou seria meu imaginário real?
De sentimentos e palavras vou sobrevivendo.
E as respostas podem estar em mim,
Ou em você.
Assim a busca continua...
sexta-feira, 6 de março de 2009
Triste
Nasci para ser triste.
Sou assim derrotista por natureza.
Mesmo em meio a coisas lindas
Vejo sujeira e caos.
Dizem que depressão é congênita
Algo físico e incurável.
Ah sim, existem paliativos.
Drogas, álcool, remédios...
Mas prefiro escrever.
Nesse momento solitário revolvo as feridas.
Aqui líbero as feras reprimidas,
Os gritos silentes,
O amor que me salva da derrocada total.
E os dias passam...
E amanhece sempre do mesmo jeito.
Esse aperto no peito,
A dor ao abrir os olhos,
E a esperança que sua voz finalmente que conduza a luz.
Sou assim derrotista por natureza.
Mesmo em meio a coisas lindas
Vejo sujeira e caos.
Dizem que depressão é congênita
Algo físico e incurável.
Ah sim, existem paliativos.
Drogas, álcool, remédios...
Mas prefiro escrever.
Nesse momento solitário revolvo as feridas.
Aqui líbero as feras reprimidas,
Os gritos silentes,
O amor que me salva da derrocada total.
E os dias passam...
E amanhece sempre do mesmo jeito.
Esse aperto no peito,
A dor ao abrir os olhos,
E a esperança que sua voz finalmente que conduza a luz.
quarta-feira, 4 de março de 2009
O melhor presente
Ontem foi meu aniversário.
O primeiro em que sorri ao invés de chorar.
Não tenho recordações dos tempos de infância, talvez nessa época fosse diferente, mas desde que me conheço por gente sempre me odiei.
Olhava no espelho e não gostava do que via.
Tinha tantas raivas guardadas no peito, tantos medos que me tratavam as pernas...
Era um nada buscando uma utopia.
Até que você surgiu em minha vida.
Uma avalanche de sentimentos díspares me tomou por completo.
E consegui ver felicidade onde só havia caos.
O amor substituiu a dor,
A esperança, o medo.
Enxergar o mundo pelos seus olhos me fez renascer.
Hoje sou completo.
Me sinto forte e capaz.
E me tornei o homem que sonhei.
Nesse aniversário ganhei o melhor presente que poderia desejar.
Seu amor.
Por isso deixo aqui minha gratidão
Cantando aos quatro ventos o que sinto por você.
Você é minha musa, meus sonhos, meu tudo.
EU TE AMO!
O primeiro em que sorri ao invés de chorar.
Não tenho recordações dos tempos de infância, talvez nessa época fosse diferente, mas desde que me conheço por gente sempre me odiei.
Olhava no espelho e não gostava do que via.
Tinha tantas raivas guardadas no peito, tantos medos que me tratavam as pernas...
Era um nada buscando uma utopia.
Até que você surgiu em minha vida.
Uma avalanche de sentimentos díspares me tomou por completo.
E consegui ver felicidade onde só havia caos.
O amor substituiu a dor,
A esperança, o medo.
Enxergar o mundo pelos seus olhos me fez renascer.
Hoje sou completo.
Me sinto forte e capaz.
E me tornei o homem que sonhei.
Nesse aniversário ganhei o melhor presente que poderia desejar.
Seu amor.
Por isso deixo aqui minha gratidão
Cantando aos quatro ventos o que sinto por você.
Você é minha musa, meus sonhos, meu tudo.
EU TE AMO!
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Sedução
Ninfa da noite...
Com dedos como garras cravados em meu peito
Os olhos hipnóticos
E pernas que me enroscam numa dança sensual.
Dentes que mordem o pescoço sugando minha vida
Língua que me massageia a pele tirando arrepios
E lábios que se unem aos meus, amantes.
Ninfa da noite...
Se não vem em corpo te tenho em pensamentos
No cheiro do seu perfume entranhado na fronha
Ou na camisola abandonada ao pé da cama.
De olhos abertos te vejo nua.
De olhos fechados te sonho minha.
Ninfa da noite...
Venha logo me domar o corpo,
Prender meu coração,
Tomar posse do que é seu.
Com dedos como garras cravados em meu peito
Os olhos hipnóticos
E pernas que me enroscam numa dança sensual.
Dentes que mordem o pescoço sugando minha vida
Língua que me massageia a pele tirando arrepios
E lábios que se unem aos meus, amantes.
Ninfa da noite...
Se não vem em corpo te tenho em pensamentos
No cheiro do seu perfume entranhado na fronha
Ou na camisola abandonada ao pé da cama.
De olhos abertos te vejo nua.
De olhos fechados te sonho minha.
Ninfa da noite...
Venha logo me domar o corpo,
Prender meu coração,
Tomar posse do que é seu.
sábado, 14 de fevereiro de 2009
Saudades da minha musa
Nostálgica noite...
Entre um gole e um trago me deixo levar
Para onde meu coração foi feliz.
Lembranças lindas mescladas com saudade doida
Prendo-me então nas imagens vívidas de seu corpo
Ou no som de sua voz me dizendo amado.
Uma lágrima tão solitária como eu, cai.
Até elas se esgotaram...
Onde anda você minha musa de olhos claros?
Menina moça que me embalou os sonhos,
Queria ainda te cantar em versos,
Cheios de rimas e palavras de amor,
Mas hoje meu poema é triste.
Nostálgica noite..
O grito de amor preso na garganta:
“Volta logo, eu preciso de você.”
Entre um gole e um trago me deixo levar
Para onde meu coração foi feliz.
Lembranças lindas mescladas com saudade doida
Prendo-me então nas imagens vívidas de seu corpo
Ou no som de sua voz me dizendo amado.
Uma lágrima tão solitária como eu, cai.
Até elas se esgotaram...
Onde anda você minha musa de olhos claros?
Menina moça que me embalou os sonhos,
Queria ainda te cantar em versos,
Cheios de rimas e palavras de amor,
Mas hoje meu poema é triste.
Nostálgica noite..
O grito de amor preso na garganta:
“Volta logo, eu preciso de você.”
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Inevitável
Divido entre metades conflitantes de mim.
Ando em círculos de fogo que acendi.
Vago sozinho entre lágrimas,
Com dores que eu mesmo causei.
Não tenho culpas, nem raivas... Nada
Somente a certeza do fim.
Sigo adiante sem metas,
Passeando inerte num mundo cão.
Sem alegrias perenes, vivo as efêmeras,
E calo consciente o grito salvador.
Fujo da luz e beleza cegantes,
Prefiro o tato à visão.
Caminho descalço sobre pedras,
Navalhando a carne para suprir tristezas.
Em devaneios me acho.
E entre copos e corpos, morro e renasço.
Até que Deus tenha piedade,
E decrete o definitivo ocaso.
Ando em círculos de fogo que acendi.
Vago sozinho entre lágrimas,
Com dores que eu mesmo causei.
Não tenho culpas, nem raivas... Nada
Somente a certeza do fim.
Sigo adiante sem metas,
Passeando inerte num mundo cão.
Sem alegrias perenes, vivo as efêmeras,
E calo consciente o grito salvador.
Fujo da luz e beleza cegantes,
Prefiro o tato à visão.
Caminho descalço sobre pedras,
Navalhando a carne para suprir tristezas.
Em devaneios me acho.
E entre copos e corpos, morro e renasço.
Até que Deus tenha piedade,
E decrete o definitivo ocaso.
ferida
Ferida exposta,
Carne viva,
Dor lancinante,
Morrer.
Ferida imposta,
Carne passiva,
Dor latejante,
Transcender.
Analgésico;
Desinfetante;
Esparadrapo;
Gaze.
Anestésico;
Alucinante;
Escapo;
E.... quase.
Carne viva,
Dor lancinante,
Morrer.
Ferida imposta,
Carne passiva,
Dor latejante,
Transcender.
Analgésico;
Desinfetante;
Esparadrapo;
Gaze.
Anestésico;
Alucinante;
Escapo;
E.... quase.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Ana Cristina Cesar
"olho muito tempo o corpo de um poema
até perder de vista o que não seja corpo
e sentir separado dentre os dentes
um filete de sangue
nas gengivas"
até perder de vista o que não seja corpo
e sentir separado dentre os dentes
um filete de sangue
nas gengivas"
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Rompendo algemas
Temia escrever esse verso
E acontecer o inverso
Do que eu sempre quis.
Ver um sonho desfeito
Persistir no defeito
De sempre ficar por um triz.
Mas recordei o beijo
E reacendeu o desejo
E a vontade do bis.
Lembrei seu rosto sereno
E do corpo pequeno
Com trejeitos pueris.
Do seu sorriso saliente
Da mão impaciente
Da insegurança de aprendiz.
Sorri sozinho e encantado
Sim, você tinha me marcado
Como uma cicatriz.
Então fiz o poema
Rompendo a algema
Deixando para trás os dias gris.
Agora meu coração é seu
E quem antes era ateu
Crê que pode ser feliz.
E acontecer o inverso
Do que eu sempre quis.
Ver um sonho desfeito
Persistir no defeito
De sempre ficar por um triz.
Mas recordei o beijo
E reacendeu o desejo
E a vontade do bis.
Lembrei seu rosto sereno
E do corpo pequeno
Com trejeitos pueris.
Do seu sorriso saliente
Da mão impaciente
Da insegurança de aprendiz.
Sorri sozinho e encantado
Sim, você tinha me marcado
Como uma cicatriz.
Então fiz o poema
Rompendo a algema
Deixando para trás os dias gris.
Agora meu coração é seu
E quem antes era ateu
Crê que pode ser feliz.
domingo, 1 de fevereiro de 2009
Homenagem a mulher mais linda do mundo
Estou postando sua música favorita para mostrar o quanto você significa para mim. Em breve um poema só para você.
Pálida
Composição: Tavito/Aldir Blanc
Eu andei a vida inteira assim
Cintilando em despedidas
Meu buquê de sempre-vivas
Ou de margaridas num eterno adeus
Sensitiva, crio talismãs
E não perco a alegria
Canto como um passarinho
E, se o ar me falta,
Compenso em carinho
Toda feita de nuances
Morro como as flores dentro de um romance
Pálida, cálida, angelical.
Gosto de brincar, tranço de luar
Mortalhas pro meu aconchego
Pois morrer mais cedo é um jeito de pedir ao medo
Pra me dar sossego
Passa da meia-noite
E eu sonhando vou decifrar
O que as constelações
Escrevem na escuridão
Lá do balé da luz
Vejo meu corpo adormecer
Cansada, só volto a mim
Na estrela do amanhecer
Sei que vivo de morrer
Por ter outra idéia na cabeça
De tanto brincar com a sorte
Pode ser que a morte canse e me esqueça.
Pálida
Composição: Tavito/Aldir Blanc
Eu andei a vida inteira assim
Cintilando em despedidas
Meu buquê de sempre-vivas
Ou de margaridas num eterno adeus
Sensitiva, crio talismãs
E não perco a alegria
Canto como um passarinho
E, se o ar me falta,
Compenso em carinho
Toda feita de nuances
Morro como as flores dentro de um romance
Pálida, cálida, angelical.
Gosto de brincar, tranço de luar
Mortalhas pro meu aconchego
Pois morrer mais cedo é um jeito de pedir ao medo
Pra me dar sossego
Passa da meia-noite
E eu sonhando vou decifrar
O que as constelações
Escrevem na escuridão
Lá do balé da luz
Vejo meu corpo adormecer
Cansada, só volto a mim
Na estrela do amanhecer
Sei que vivo de morrer
Por ter outra idéia na cabeça
De tanto brincar com a sorte
Pode ser que a morte canse e me esqueça.
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