Claudia encarava a vida como um jogo de pôquer. Todos eram adversários em potencial. Era uma grande jogadora e sabia quais trunfos usar: Mascarar emoções e observar atentamente os sinais. Aprendeu muito cedo a usar essas armas. Desde o tempo em que vendia flores nos bares de Cidade Baixa. Tinha sempre um sorriso no rosto, uma frase feita e seduzia com ar inocente. Assim aprendeu as manhas da vida e como extrair prazeres evitando a dor.
Não era uma mulher linda, daquelas de parar o trânsito, mas sabia usar a feminilidade com maestria. Tinha cabelos e olhos negros e uma pele alva que lhe dava uma aparência entre gótica e clássica. Usava maquiagem suave e adornos discretos. Parecia saída de um filme, de tanta perfeição. Uma matadora. Colecionava corações como se fossem selos. Usava os homens ao seu bel prazer. Desfrutava do melhor da vida. Ganhava muitos presentes de seus admiradores, mas nunca se vendeu. Era orgulhosa demais para isso. Apenas aceitava de bom grado as demonstrações de afeto, mas não precisava deles para viver. Tinha conseguido vencer por conta própria.
Numa noite estava sentada em um bar e ria dos homens que disputavam ferozmente a honra de pagar-lhe um drink. Eram vários “espécimes interessantes” pensava se decidindo quem seria o escolhido. Entre uma e outra jogada de cabelo, seus olhos se cruzaram com um rapaz na mesa do canto. Se ela parecia Gilda, ele estava mais para um nerd de cinema besteirol.
Ele estava com um grupo de amigos que volta e meia olhavam para Claudia entre risos e cobiça. Mas ele se mantinha olhando para baixo. Léo era um rapaz tímido e sem brilho. Estudava letras e era poeta nas horas vagas. Não se podia dizer que era feio, ao contrário, tinha vários encantos. Inteligente e sensível era o sonho de consumo das meninas românticas. Tinha olhos azuis escondidos por um par de óculos e uma pele morena que fazia um contraste belo. Durante todo o tempo que permaneceu no bar não desviou o olhar do copo. Talvez tenha sido o único naquele salão a passar incólume pelos encantos de Claudia.
Ela também percebeu isso e gostou da idéia de seduzi-lo por diversão. Como já tinha marcado o encontro da noite deixou a brincadeira para outro dia. Mas antes de sair se certificou que ele era freqüentador do bar. E era. Passava regularmente por lá na saída da aula.
Algum tempo se passou até que se encontrassem novamente. Claudia dessa vez estava sozinha e Léo chegou com sua trupe de sempre. Os rapazes não tiravam o olho dela, que sorria como se fizesse um convite. Não demorou para um deles vir até a mesa e se sentar. Como era um rapaz lindo e seu alvo parecia estar mais interessado na vodka, Claudia se deixou levar e esqueceu-se de Léo.
Eles se esbarraram várias vezes nos meses que se seguiram e a cena sempre se repetia.
Ela tentando seduzir e ele parecendo não ter interesse. Claudia já estava enlouquecida. Nenhum homem havia ficado imune aos seus encantos. Aquele rapaz só podia ser gay ou cego. Ela teria que tomar uma atitude que evitava a todo custo, atacar de maneira escancarada. E assim foi.
No fim de semana seguinte ela se produziu para arrasar e ficou no bar a espera de Léo. Ele não demorou a chegar com os amigos, mas dessa vez ela o encarou com desejo, e finalmente se fez notar. Os amigos de Léo o cutucavam, chamando a atenção para o que acontecia, mas ele era tímido demais para se insinuar. Ao perceber isso, Claudia esperou que ele se levantasse e foi atrás puxar conversa.
Ele a recebeu com um misto de pavor e euforia. Nunca imaginou que uma mulher como ela poderia notá-lo. Claudia o convidou para sua mesa e começaram uma longa conversa mesclada com beijos tórridos.
Era nítida a química que brotava de seus corpos. Tinham pouco em comum e a descoberta de mundos novos fez nascer um encantamento mútuo. Depois de um tempo ela se “ofereceu” para ir a casa dele e se conhecerem melhor. Claudia não era mulher de perder tempo, e mesmo um pouco assustado, Léo concordou e saíram em direção a sua casa.
Nem bem a porta se abriu ela já foi se jogando sobre ele, beijando seu pescoço e tentando desabotoar sua camisa. Léo a afastou, carinhoso, pedindo que tivesse calma. Aquilo desconcertou Claudia. “Que homem estranho” pensou antes de encará-lo com dúvidas de ter feito a escolha certa. Ele sorriu e afastou uma mecha de cabelo que caia sobre seu rosto e a tomou em um beijo terno e apaixonado. Devagar a conduziu ao quarto e cheio de carinho começou a despi-la. Claudia estava atônita, não sabia o que fazer e então se deixou levar. Cada toque dele em seu corpo era uma sensação nova e quando finalmente se deixou dominar, sentiu um prazer que jamais experimentara em sua vida.
Depois de um tempo ele adormeceu e ela não pode evitar o sorriso ao olhar aquele menino que estava deitado ao seu lado. Era mais bonito do que ela se lembrava e não podia negar que era também um amante “de primeira”. Pensou em quebrar sua regra número um de nunca repetir homens, mas logo mudou de idéia e levantou para se vestir. Sim, tinha sido bom, mas era hora de voltar a sua vida.
Caminhou em direção a sala com cuidado para não acordá-lo e quando chegou lá acendeu a luz para procurar sua bolsa. O que viu a seguir foi um choque. Haviam desenhos dela espalhados por todos os cantos. Alguns com pequenos poemas escritos no rodapé. Ele havia captado vários momentos e reproduzido de cabeça, em horas que ela nem notava seu olhar. Era uma declaração de amor silenciosa e ao perceber isso não pode evitar as lágrimas.
Claudia olhou um a um os desenhos e ao fim sentiu uma vontade louca de voltar ao quarto e se jogar nos braços de Léo. Ela viu que podia amá-lo também que isso seria uma vida nova. Sonhos românticos começaram a povoar sua mente e derreter seu coração de gelo. As lágrimas corriam soltas e estava confusa com sua reação.
Precisava pensar. Tudo aquilo era muito novo e foi ao banheiro lavar o rosto e se recompor. Ao erguer a cabeça e se encarar no espelho tudo ficou nítido de novo. Secou os olhos e retocou a maquiagem enquanto falava em voz alta como a tentar se convencer. “A vida não é um conto de fadas.” Então passou o batom decidida e voltou para a sala dando uma última olhada em seus sonhos. Bateu a porta deixando para trás o que poderia vir a ser o único amor de sua vida.
Na rua, o brilho do sol já se fazia notar e caminhou por entre os carros com uma certeza no coração. “Ninguém, jamais, tiraria dela uma lágrima sequer.”
domingo, 19 de abril de 2009
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Carta a uma amiga
Queria poder ser ainda seu melhor amigo,
Estar ao seu lado nessas horas difíceis
Entender o que te aflige e tortura.
Aqui tem um ombro, um colo e ouvido,
Esperando sua carência, seu corpo aninhado e seu grito.
Entendo tanto de dores e amores,
Então porque não me procurou?
Amor, amiga, nunca deve ser sofrido;
Ele é pleno de beleza, poesia e renovação.
Se te machuca, esqueça.
Você sempre foi maior que nós.
Era o porto seguro dos que a cercavam.
Onde foi que tudo isso se perdeu?
Seus lindos olhos verdes antes brilhantes
Agora são cinza e sem vida.
Seu sorriso se transformou em lágrimas.
E até sua vida quase entregou.
Não entendo amor assim.
Quero ver de novo sua coragem,
A garra e poder que te diferenciava.
E conte sempre com meu amor amigo,
Incondicional e eterno.
Força.
E aceite minha mão estendida
Hoje e sempre.
Estar ao seu lado nessas horas difíceis
Entender o que te aflige e tortura.
Aqui tem um ombro, um colo e ouvido,
Esperando sua carência, seu corpo aninhado e seu grito.
Entendo tanto de dores e amores,
Então porque não me procurou?
Amor, amiga, nunca deve ser sofrido;
Ele é pleno de beleza, poesia e renovação.
Se te machuca, esqueça.
Você sempre foi maior que nós.
Era o porto seguro dos que a cercavam.
Onde foi que tudo isso se perdeu?
Seus lindos olhos verdes antes brilhantes
Agora são cinza e sem vida.
Seu sorriso se transformou em lágrimas.
E até sua vida quase entregou.
Não entendo amor assim.
Quero ver de novo sua coragem,
A garra e poder que te diferenciava.
E conte sempre com meu amor amigo,
Incondicional e eterno.
Força.
E aceite minha mão estendida
Hoje e sempre.
quarta-feira, 25 de março de 2009
Poema da amante
"Eu te amo
Antes e depois de todos os acontecimentos
Na profunda imensidade do vazio
E a cada lágrima dos meus pensamentos.
Eu te amo
Em todos os ventos que cantam,
Em todas as sombras que choram,
Na extensão infinita do tempo
Até a região onde os silêncios moram.
Eu te amo
Em todas as transformações da vida,
Em todos os caminhos do medo,
Na angústia da vontade perdida
E na dor que se veste em segredo.
Eu te amo
Em tudo que estás presente,
No olhar dos astros que te alcançam
Em tudo que ainda estás ausente.
Eu te amo
Desde a criação das águas,
desde a idéia do fogo
E antes do primeiro riso e da primeira mágoa.
Eu te amo perdidamente
Desde a grande nebulosa
Até depois que o universo cair sobre mim
Suavemente."
(Adalgisa Néri)
Minha inspiração anda perdida em meio a tantos sentimentos, por isso decidir postar um dos meus poemas favoritos.
Abraços fraternais a todos que me acompanham.
Em breve volto com os meus.
Antes e depois de todos os acontecimentos
Na profunda imensidade do vazio
E a cada lágrima dos meus pensamentos.
Eu te amo
Em todos os ventos que cantam,
Em todas as sombras que choram,
Na extensão infinita do tempo
Até a região onde os silêncios moram.
Eu te amo
Em todas as transformações da vida,
Em todos os caminhos do medo,
Na angústia da vontade perdida
E na dor que se veste em segredo.
Eu te amo
Em tudo que estás presente,
No olhar dos astros que te alcançam
Em tudo que ainda estás ausente.
Eu te amo
Desde a criação das águas,
desde a idéia do fogo
E antes do primeiro riso e da primeira mágoa.
Eu te amo perdidamente
Desde a grande nebulosa
Até depois que o universo cair sobre mim
Suavemente."
(Adalgisa Néri)
Minha inspiração anda perdida em meio a tantos sentimentos, por isso decidir postar um dos meus poemas favoritos.
Abraços fraternais a todos que me acompanham.
Em breve volto com os meus.
segunda-feira, 23 de março de 2009
O preço da felicidade
Olhando a estrada da minha vida.
Me surpreendi ao ver rosas.
Encantado tentei tocá-las
E senti a fisgada dos espinhos.
Acordei do sonho...
Sim, a vida linda é a sonhada.
A realidade nos confronta com a dor.
Em tudo de bom há um mal escondido,
Uma mentira, uma intenção velada, uma traição.
A beleza mascarada é tentadora.
Atrai e seduz de maneira vil.
Aprisiona, ilude,
Até que embriagados sucumbimos.
Dai vem a conta...
Ser feliz tem um preço alto,
A ignorância.
Me surpreendi ao ver rosas.
Encantado tentei tocá-las
E senti a fisgada dos espinhos.
Acordei do sonho...
Sim, a vida linda é a sonhada.
A realidade nos confronta com a dor.
Em tudo de bom há um mal escondido,
Uma mentira, uma intenção velada, uma traição.
A beleza mascarada é tentadora.
Atrai e seduz de maneira vil.
Aprisiona, ilude,
Até que embriagados sucumbimos.
Dai vem a conta...
Ser feliz tem um preço alto,
A ignorância.
terça-feira, 17 de março de 2009
Morte em vida
Transpassou num instante,
Como uma fecha flamejante,
E com uma dor lancinante,
Senti que ia morrer.
Pensei em qual Deus esfuziante
Eu ia rogar suplicante,
Para minha vida errante,
Continuar a viver.
Olhei calmo e silente,
E percebi inocente,
Que nada podia fazer.
Me deitei leniente,
Com o coração indolente,
E sorri do sonho de ser.
Não havia mais agonia
Era uma estranha alegria
De se fazer perceber.
E com louca euforia
Me entreguei a orgia
Entre a dor e o prazer;
Como uma fecha flamejante,
E com uma dor lancinante,
Senti que ia morrer.
Pensei em qual Deus esfuziante
Eu ia rogar suplicante,
Para minha vida errante,
Continuar a viver.
Olhei calmo e silente,
E percebi inocente,
Que nada podia fazer.
Me deitei leniente,
Com o coração indolente,
E sorri do sonho de ser.
Não havia mais agonia
Era uma estranha alegria
De se fazer perceber.
E com louca euforia
Me entreguei a orgia
Entre a dor e o prazer;
quinta-feira, 12 de março de 2009
O reverso do verso
Versos soltos,
Palavras aparentemente sem sentido,
Poema desconstruído...
Tentativa vã de me conectar a você
Em uma linguagem singular.
Me desespero por querer te mostrar o novo em mim.
E assim te fazer entender,
O muito que o pouco de você é capaz.
Porque eu te amo!
Amo nas entrelinhas,
Na pausa entre as palavras,
No suspiro que surge em meio às lembranças.
E amo tanto que me perco tentando ser melhor.
Queria ter as armas dos verdadeiros artistas,
Mas sou apenas um homem apaixonado.
Deixo então a caneta deslizar sobre o papel
E abro meu coração por inteiro
Sentindo a insegurança peculiar dos amantes.
Trêmulo de paixão e medo de errar,
Me entrego as palavras e ao amor.
Assim posso te dar em beijos,
Em olhares e no aconchego do corpo,
O que em minha poesia faltar.
Palavras aparentemente sem sentido,
Poema desconstruído...
Tentativa vã de me conectar a você
Em uma linguagem singular.
Me desespero por querer te mostrar o novo em mim.
E assim te fazer entender,
O muito que o pouco de você é capaz.
Porque eu te amo!
Amo nas entrelinhas,
Na pausa entre as palavras,
No suspiro que surge em meio às lembranças.
E amo tanto que me perco tentando ser melhor.
Queria ter as armas dos verdadeiros artistas,
Mas sou apenas um homem apaixonado.
Deixo então a caneta deslizar sobre o papel
E abro meu coração por inteiro
Sentindo a insegurança peculiar dos amantes.
Trêmulo de paixão e medo de errar,
Me entrego as palavras e ao amor.
Assim posso te dar em beijos,
Em olhares e no aconchego do corpo,
O que em minha poesia faltar.
quarta-feira, 11 de março de 2009
Em vão
Minha tristeza não é como embalagem de bala
Que enfeita ou pode ser removida na hora do prazer.
Está mais para aquele recheio líquido,
Que se espalha e muda o sabor inicial.
Ela está impregnada em mim,
E se liberta quando aprofundo quem sou.
Consigo domá-la por um tempo,
Mas sempre acabo me confrontando com sua face.
Talvez falte em mim a fibra para extirpá-la,
Ou mesmo tenha medo disso.
E se ela for embora e eu não for mais poeta?
Sim, sou incoerente e confuso.
Sou humano.
Não temo mostrar fraquezas.
Meu erro está apenas em me expor
Sem revelar o todo.
Mas o que é o todo além da soma de partes?
Ao escrever sobre essas partes desconexas de mim
Monto junto a quem lê
Meu real imaginário
Ou seria meu imaginário real?
De sentimentos e palavras vou sobrevivendo.
E as respostas podem estar em mim,
Ou em você.
Assim a busca continua...
Que enfeita ou pode ser removida na hora do prazer.
Está mais para aquele recheio líquido,
Que se espalha e muda o sabor inicial.
Ela está impregnada em mim,
E se liberta quando aprofundo quem sou.
Consigo domá-la por um tempo,
Mas sempre acabo me confrontando com sua face.
Talvez falte em mim a fibra para extirpá-la,
Ou mesmo tenha medo disso.
E se ela for embora e eu não for mais poeta?
Sim, sou incoerente e confuso.
Sou humano.
Não temo mostrar fraquezas.
Meu erro está apenas em me expor
Sem revelar o todo.
Mas o que é o todo além da soma de partes?
Ao escrever sobre essas partes desconexas de mim
Monto junto a quem lê
Meu real imaginário
Ou seria meu imaginário real?
De sentimentos e palavras vou sobrevivendo.
E as respostas podem estar em mim,
Ou em você.
Assim a busca continua...
sexta-feira, 6 de março de 2009
Triste
Nasci para ser triste.
Sou assim derrotista por natureza.
Mesmo em meio a coisas lindas
Vejo sujeira e caos.
Dizem que depressão é congênita
Algo físico e incurável.
Ah sim, existem paliativos.
Drogas, álcool, remédios...
Mas prefiro escrever.
Nesse momento solitário revolvo as feridas.
Aqui líbero as feras reprimidas,
Os gritos silentes,
O amor que me salva da derrocada total.
E os dias passam...
E amanhece sempre do mesmo jeito.
Esse aperto no peito,
A dor ao abrir os olhos,
E a esperança que sua voz finalmente que conduza a luz.
Sou assim derrotista por natureza.
Mesmo em meio a coisas lindas
Vejo sujeira e caos.
Dizem que depressão é congênita
Algo físico e incurável.
Ah sim, existem paliativos.
Drogas, álcool, remédios...
Mas prefiro escrever.
Nesse momento solitário revolvo as feridas.
Aqui líbero as feras reprimidas,
Os gritos silentes,
O amor que me salva da derrocada total.
E os dias passam...
E amanhece sempre do mesmo jeito.
Esse aperto no peito,
A dor ao abrir os olhos,
E a esperança que sua voz finalmente que conduza a luz.
quarta-feira, 4 de março de 2009
O melhor presente
Ontem foi meu aniversário.
O primeiro em que sorri ao invés de chorar.
Não tenho recordações dos tempos de infância, talvez nessa época fosse diferente, mas desde que me conheço por gente sempre me odiei.
Olhava no espelho e não gostava do que via.
Tinha tantas raivas guardadas no peito, tantos medos que me tratavam as pernas...
Era um nada buscando uma utopia.
Até que você surgiu em minha vida.
Uma avalanche de sentimentos díspares me tomou por completo.
E consegui ver felicidade onde só havia caos.
O amor substituiu a dor,
A esperança, o medo.
Enxergar o mundo pelos seus olhos me fez renascer.
Hoje sou completo.
Me sinto forte e capaz.
E me tornei o homem que sonhei.
Nesse aniversário ganhei o melhor presente que poderia desejar.
Seu amor.
Por isso deixo aqui minha gratidão
Cantando aos quatro ventos o que sinto por você.
Você é minha musa, meus sonhos, meu tudo.
EU TE AMO!
O primeiro em que sorri ao invés de chorar.
Não tenho recordações dos tempos de infância, talvez nessa época fosse diferente, mas desde que me conheço por gente sempre me odiei.
Olhava no espelho e não gostava do que via.
Tinha tantas raivas guardadas no peito, tantos medos que me tratavam as pernas...
Era um nada buscando uma utopia.
Até que você surgiu em minha vida.
Uma avalanche de sentimentos díspares me tomou por completo.
E consegui ver felicidade onde só havia caos.
O amor substituiu a dor,
A esperança, o medo.
Enxergar o mundo pelos seus olhos me fez renascer.
Hoje sou completo.
Me sinto forte e capaz.
E me tornei o homem que sonhei.
Nesse aniversário ganhei o melhor presente que poderia desejar.
Seu amor.
Por isso deixo aqui minha gratidão
Cantando aos quatro ventos o que sinto por você.
Você é minha musa, meus sonhos, meu tudo.
EU TE AMO!
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Sedução
Ninfa da noite...
Com dedos como garras cravados em meu peito
Os olhos hipnóticos
E pernas que me enroscam numa dança sensual.
Dentes que mordem o pescoço sugando minha vida
Língua que me massageia a pele tirando arrepios
E lábios que se unem aos meus, amantes.
Ninfa da noite...
Se não vem em corpo te tenho em pensamentos
No cheiro do seu perfume entranhado na fronha
Ou na camisola abandonada ao pé da cama.
De olhos abertos te vejo nua.
De olhos fechados te sonho minha.
Ninfa da noite...
Venha logo me domar o corpo,
Prender meu coração,
Tomar posse do que é seu.
Com dedos como garras cravados em meu peito
Os olhos hipnóticos
E pernas que me enroscam numa dança sensual.
Dentes que mordem o pescoço sugando minha vida
Língua que me massageia a pele tirando arrepios
E lábios que se unem aos meus, amantes.
Ninfa da noite...
Se não vem em corpo te tenho em pensamentos
No cheiro do seu perfume entranhado na fronha
Ou na camisola abandonada ao pé da cama.
De olhos abertos te vejo nua.
De olhos fechados te sonho minha.
Ninfa da noite...
Venha logo me domar o corpo,
Prender meu coração,
Tomar posse do que é seu.
sábado, 14 de fevereiro de 2009
Saudades da minha musa
Nostálgica noite...
Entre um gole e um trago me deixo levar
Para onde meu coração foi feliz.
Lembranças lindas mescladas com saudade doida
Prendo-me então nas imagens vívidas de seu corpo
Ou no som de sua voz me dizendo amado.
Uma lágrima tão solitária como eu, cai.
Até elas se esgotaram...
Onde anda você minha musa de olhos claros?
Menina moça que me embalou os sonhos,
Queria ainda te cantar em versos,
Cheios de rimas e palavras de amor,
Mas hoje meu poema é triste.
Nostálgica noite..
O grito de amor preso na garganta:
“Volta logo, eu preciso de você.”
Entre um gole e um trago me deixo levar
Para onde meu coração foi feliz.
Lembranças lindas mescladas com saudade doida
Prendo-me então nas imagens vívidas de seu corpo
Ou no som de sua voz me dizendo amado.
Uma lágrima tão solitária como eu, cai.
Até elas se esgotaram...
Onde anda você minha musa de olhos claros?
Menina moça que me embalou os sonhos,
Queria ainda te cantar em versos,
Cheios de rimas e palavras de amor,
Mas hoje meu poema é triste.
Nostálgica noite..
O grito de amor preso na garganta:
“Volta logo, eu preciso de você.”
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Inevitável
Divido entre metades conflitantes de mim.
Ando em círculos de fogo que acendi.
Vago sozinho entre lágrimas,
Com dores que eu mesmo causei.
Não tenho culpas, nem raivas... Nada
Somente a certeza do fim.
Sigo adiante sem metas,
Passeando inerte num mundo cão.
Sem alegrias perenes, vivo as efêmeras,
E calo consciente o grito salvador.
Fujo da luz e beleza cegantes,
Prefiro o tato à visão.
Caminho descalço sobre pedras,
Navalhando a carne para suprir tristezas.
Em devaneios me acho.
E entre copos e corpos, morro e renasço.
Até que Deus tenha piedade,
E decrete o definitivo ocaso.
Ando em círculos de fogo que acendi.
Vago sozinho entre lágrimas,
Com dores que eu mesmo causei.
Não tenho culpas, nem raivas... Nada
Somente a certeza do fim.
Sigo adiante sem metas,
Passeando inerte num mundo cão.
Sem alegrias perenes, vivo as efêmeras,
E calo consciente o grito salvador.
Fujo da luz e beleza cegantes,
Prefiro o tato à visão.
Caminho descalço sobre pedras,
Navalhando a carne para suprir tristezas.
Em devaneios me acho.
E entre copos e corpos, morro e renasço.
Até que Deus tenha piedade,
E decrete o definitivo ocaso.
ferida
Ferida exposta,
Carne viva,
Dor lancinante,
Morrer.
Ferida imposta,
Carne passiva,
Dor latejante,
Transcender.
Analgésico;
Desinfetante;
Esparadrapo;
Gaze.
Anestésico;
Alucinante;
Escapo;
E.... quase.
Carne viva,
Dor lancinante,
Morrer.
Ferida imposta,
Carne passiva,
Dor latejante,
Transcender.
Analgésico;
Desinfetante;
Esparadrapo;
Gaze.
Anestésico;
Alucinante;
Escapo;
E.... quase.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Ana Cristina Cesar
"olho muito tempo o corpo de um poema
até perder de vista o que não seja corpo
e sentir separado dentre os dentes
um filete de sangue
nas gengivas"
até perder de vista o que não seja corpo
e sentir separado dentre os dentes
um filete de sangue
nas gengivas"
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Rompendo algemas
Temia escrever esse verso
E acontecer o inverso
Do que eu sempre quis.
Ver um sonho desfeito
Persistir no defeito
De sempre ficar por um triz.
Mas recordei o beijo
E reacendeu o desejo
E a vontade do bis.
Lembrei seu rosto sereno
E do corpo pequeno
Com trejeitos pueris.
Do seu sorriso saliente
Da mão impaciente
Da insegurança de aprendiz.
Sorri sozinho e encantado
Sim, você tinha me marcado
Como uma cicatriz.
Então fiz o poema
Rompendo a algema
Deixando para trás os dias gris.
Agora meu coração é seu
E quem antes era ateu
Crê que pode ser feliz.
E acontecer o inverso
Do que eu sempre quis.
Ver um sonho desfeito
Persistir no defeito
De sempre ficar por um triz.
Mas recordei o beijo
E reacendeu o desejo
E a vontade do bis.
Lembrei seu rosto sereno
E do corpo pequeno
Com trejeitos pueris.
Do seu sorriso saliente
Da mão impaciente
Da insegurança de aprendiz.
Sorri sozinho e encantado
Sim, você tinha me marcado
Como uma cicatriz.
Então fiz o poema
Rompendo a algema
Deixando para trás os dias gris.
Agora meu coração é seu
E quem antes era ateu
Crê que pode ser feliz.
domingo, 1 de fevereiro de 2009
Homenagem a mulher mais linda do mundo
Estou postando sua música favorita para mostrar o quanto você significa para mim. Em breve um poema só para você.
Pálida
Composição: Tavito/Aldir Blanc
Eu andei a vida inteira assim
Cintilando em despedidas
Meu buquê de sempre-vivas
Ou de margaridas num eterno adeus
Sensitiva, crio talismãs
E não perco a alegria
Canto como um passarinho
E, se o ar me falta,
Compenso em carinho
Toda feita de nuances
Morro como as flores dentro de um romance
Pálida, cálida, angelical.
Gosto de brincar, tranço de luar
Mortalhas pro meu aconchego
Pois morrer mais cedo é um jeito de pedir ao medo
Pra me dar sossego
Passa da meia-noite
E eu sonhando vou decifrar
O que as constelações
Escrevem na escuridão
Lá do balé da luz
Vejo meu corpo adormecer
Cansada, só volto a mim
Na estrela do amanhecer
Sei que vivo de morrer
Por ter outra idéia na cabeça
De tanto brincar com a sorte
Pode ser que a morte canse e me esqueça.
Pálida
Composição: Tavito/Aldir Blanc
Eu andei a vida inteira assim
Cintilando em despedidas
Meu buquê de sempre-vivas
Ou de margaridas num eterno adeus
Sensitiva, crio talismãs
E não perco a alegria
Canto como um passarinho
E, se o ar me falta,
Compenso em carinho
Toda feita de nuances
Morro como as flores dentro de um romance
Pálida, cálida, angelical.
Gosto de brincar, tranço de luar
Mortalhas pro meu aconchego
Pois morrer mais cedo é um jeito de pedir ao medo
Pra me dar sossego
Passa da meia-noite
E eu sonhando vou decifrar
O que as constelações
Escrevem na escuridão
Lá do balé da luz
Vejo meu corpo adormecer
Cansada, só volto a mim
Na estrela do amanhecer
Sei que vivo de morrer
Por ter outra idéia na cabeça
De tanto brincar com a sorte
Pode ser que a morte canse e me esqueça.
sábado, 31 de janeiro de 2009
O impossível
Hoje vou sair e tomar um porre daqueles. Fazer todas as bobagens que puder. Amanhã quero vomitar as tripas na esperança que saia de mim também esse enjôo que estou sentindo. Minha vontade é estapear essas pessoas hipócritas que cismam em se manter ao meu redor. Estou cansado de elogios bajuladores, comentários politicamente corretos, sorrisos pérfidos e concordâncias interesseiras.
Acordem zumbis! Posar de bonzinho é patético. Tanto quanto forjar uma felicidade estando com vontade de se atirar pela janela. Rebelem-se! Assumam as dores, amores, culpas, medos, ciúmes, cóleras... Isso que nos torna humanos. Peguem o lado difícil de suas vidas e transformem em poesia, impulso para crescer, em qualquer coisa... Menos desculpa para prostração.
Estou cansado. Quero ao meu lado quem me desafie, diga não, me indique livros ou músicas, que me faça andar para frente. Quem não tenha medo da chuva, de bala perdida ou do amor. Quero quem brilhe em sua própria luz e não quem seja a sombra sedutora de outros. Quero poder ficar em silêncio sem constrangimentos, quero risadas sonoras e puras, quero filhos feitos por amor.
Cansei... De olhares desviados, frases dúbias, tapinhas nas costas. Quero ouvir xingamentos se merecer. Melhor que a humilhação em forma de piedade performática. Quero marcar a vida de meus amigos, ser amado e inesquecível para alguém. Não um lindo quadro que serve apenas para ser admirado. Quero quem ame Deus, não o tema. Quem aprecie o vento no rosto. Quem tenha cheiro de aconchego.
Estou deprimido. Farto de mentiras. Cheio de coisas supérfluas. Exausto de falar em vão. Esgotado do tédio dessa vida ilusória.
Acordem zumbis! Posar de bonzinho é patético. Tanto quanto forjar uma felicidade estando com vontade de se atirar pela janela. Rebelem-se! Assumam as dores, amores, culpas, medos, ciúmes, cóleras... Isso que nos torna humanos. Peguem o lado difícil de suas vidas e transformem em poesia, impulso para crescer, em qualquer coisa... Menos desculpa para prostração.
Estou cansado. Quero ao meu lado quem me desafie, diga não, me indique livros ou músicas, que me faça andar para frente. Quem não tenha medo da chuva, de bala perdida ou do amor. Quero quem brilhe em sua própria luz e não quem seja a sombra sedutora de outros. Quero poder ficar em silêncio sem constrangimentos, quero risadas sonoras e puras, quero filhos feitos por amor.
Cansei... De olhares desviados, frases dúbias, tapinhas nas costas. Quero ouvir xingamentos se merecer. Melhor que a humilhação em forma de piedade performática. Quero marcar a vida de meus amigos, ser amado e inesquecível para alguém. Não um lindo quadro que serve apenas para ser admirado. Quero quem ame Deus, não o tema. Quem aprecie o vento no rosto. Quem tenha cheiro de aconchego.
Estou deprimido. Farto de mentiras. Cheio de coisas supérfluas. Exausto de falar em vão. Esgotado do tédio dessa vida ilusória.
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Conto: Escolhas
Pedro nasceu em 20 de julho de 1969. No dia em que o homem pisou na lua. Pelas contas de sua mãe e do médico, estava atrasado pelo menos uma semana. Parecia estranhamente quieto, como se não quisesse nascer. Começava ali sua “rejeição” ao mundo... Em bebê não chorava e ficava horas olhando para o nada como a observar alguma coisa. Demorou a falar e andar, sua mãe achava que tinha algum problema e procurava especialistas para “curar” o menino. Nunca foi encontrada qualquer anomalia. “É apenas um rapazinho quieto.” diziam os médicos. Mas dona Norma não se conformava. Ela já era mãe de três garotos e sabia que crianças são peraltas e aquele menino era estranho demais. Sem o que pudesse fazer, resolveu dar tempo ao tempo.
Pedro foi crescendo, mas sua postura não se alterava. Permanecia quase sempre em silêncio, com seu inseparável fone de ouvido e um livro nas mãos. Se largava a leitura era porque estava escrevendo. Nunca conseguiram descobrir sobre o que discorriam suas anotações. Esses diários só foram revelados depois de sua morte, surpreendendo a família e quem o conhecia. Seu jeito era sempre frio e distante. Ninguém nunca soube o que se passava dentro dele.
A única pessoa com quem conversava era o avô paterno. Ele havia dado a Pedro seu primeiro caderno, e lhe ensinado a ouvir o blues que embalava sua solidão auto infligida. Ele pertencia a uma típica família italiana comandada pela Nona e depois pela Mamma, com sua prole ao redor da mesa nos intermináveis almoços de domingo. Aquilo mais parecia um “show de bizarrice”. Seus irmãos eram bem mais velhos, “carecas e grosseiros”. Haviam também as cunhadas “gordas e submissas”, sem contar com as “crianças remelentas”. O barulho era insuportável, cada um querendo falar mais de si que o outro entre garfadas enormes de lasanha a bolgnesa. Observar a máfia reunida era uma lição de vida, decidira que nunca se casaria, evitando perpetuar o que achava grotesco e vulgar. Eles não eram pessoas más e nem mal educados, “apenas medíocres”. E Pedro nascera para coisas grandes e não para se tornar pai de “crianças patéticas e nem casado com mulheres sem cérebro”. Não, ele permaneceria imune aquela “praga” que assolara toda sua família.
Era um rapaz bonito, com sua pele morena e olhar penetrante. As meninas sempre o encaravam com desejo, mas não conseguiam despertar sua atenção e acabava por virar chacota entre os colegas de classe pelo seu jeito introvertido de ser. Achava ridículo o comportamento linear daquele “bando de idiotas”. Nadava todos os dias, o que lhe dava um corpo belo e mantinha sua mente concentrada. Nessas horas silentes dentro d’água fazia planos para o futuro brilhante que iria ter ou criava as historias que ocupariam as páginas de seu diário.
Viver em solidão, mesmo que por escolha pode ser dolorido, geralmente é. Principalmente quando se é jovem e a cabeça fervilha de incertezas, mas ele estava determinado a continuar sua caminhada e encontrou nas drogas uma maneira de aliviar as dores e substituir pessoas que poderiam mudar seu destino. Se tornou um poço de dogmas que seguia a risca. Claro que ele tinha amigos ocasionais e namoradas descartáveis. Eram os anos 80 com sua liberdade estampada em outdoors coloridos. Andava com um grupo de rebeldes sem causa como ele. Pensavam iguais e faziam sexo entre si como se ainda vivessem numa comunidade Hippie. Alguns eram bissexuais, o que os faziam parecer mais liberais ainda. Pedro nunca teve essas experiências, pelo menos nenhuma foi relatada em suas anotações. Se teve, não foi relevante em sua vida.
Fazia sexo com frequência. Era libertador, como foi descrito por ele mesmo. Era como encontrava o Deus que sua mãe tanto falava e que em sua visão, estava mais para um et. Ali sim ele estava “em sintonia com o cosmos, embalado por substancias que faziam de seu corpo um templo único”. Nessa época conheceu Sara, uma menina que parecia sua versão feminina e virou sua parceria constante de sexo e com quem discutia suas idéias mais profundas. Ela era linda com seus longos cabelos cacheados e aquele nariz alongado, típico das judias. A mãe tremia cada vez que Pedro citava o nome de Sara. Vivia repetindo que eles eram católicos e ele não poderia se casar com ela. Pedro ria por dentro dos medos da mãe. Não pensava em casar com Sara, falava nela constantemente só para ver o alvoroço na família. Era seu jeito de manter o silêncio durante o almoço.
Estava com 17 anos quando fez o vestibular para sociologia. Seu desejo era de “mudar o mundo”. Fazer com que as pessoas enxergassem que “tudo que elas viviam fazia parte de um plano macabro da sociedade consumista e retrógrada”. Comovente e patético ao mesmo tempo. Não precisou de um ano na faculdade para perceber que estava certo em sua visão, mas escolhera o jeito errado de atingir seus objetivos. Acabou entrando em depressão e ficou sem rumo durante muito tempo. Passava os dias deitado na cama pensando, bebendo ou se drogando. Sua mãe estava em desespero. Ele não queria saber de nada nem de ninguém e estava mais fechado do que nunca.
Depois de muita pressão resolveu trabalhar. “Se tivesse seu próprio dinheiro todos calariam a boca”. Ele teria que se curvar a sociedade que odiava, mas não havia outro jeito. Procurou um emprego onde pelo menos se sentisse à vontade, uma pequena livraria perto de sua casa. O dono era amigo de seu avô e Pedro ia lá desde criança para comprar livros. Assim ele estava em casa. Lia muito e conversava sobre livros com os clientes que ficavam abismados com seu conhecimento sobre todos os assuntos. Estava feliz a seu jeito. Em seu habitat natural e sem envolvimentos mais profundos.
Seus amigos estavam todos estudando e namorando, “acabaram sucumbindo à tentação da sociedade castradora”. Ele se sentia “traído e abandonado”. Até Sara parecia ter esquecido-se dele. Mas não importava. ele permaneceria como escolheu. Agora tinha outros planos, seria “escritor de sucesso”. Devorava livros e escrevia compulsivamente. De sua mente brotavam idéias em profusão e escrevia todas, mas nenhuma se ligava a ponto de produzir algo que ele achasse bom o suficiente para tentar publicar.
Os anos foram passando. Seus amigos agora estavam casando e era estranho ver a mudança em sua volta. Quando o avô morreu estava com 26 anos. Ele se fechou de vez na redoma que criou para se proteger daqueles “estranhos que se diziam seus parentes”. Agora a solidão tinha atingido seu ápice. Já não sentia prazer em nada, só o sexo, a música e os livros ainda faziam algum sentido ou pelo menos o tiravam daquela prostração.
Praguejava contra tudo e todos. Não sabia por que as pessoas não o entendiam. “Porque todos queriam fazer parte de um rebanho e não podiam pensar individualmente? E porque o condenavam por querer pensar diferente?”
Era um bom funcionário e acabou virando administrador da livraria, já que o dono já estava velho e não tinha filhos. Ele tomou conta de tudo. Virara um capitalista a contragosto, aumentando preços de livros para manter o negocio funcionado. Morava sozinho com a mãe já cansada e pensava em que ponto da sua vida “errou” para terminar assim.
Sua mãe morreu num domingo. Estranho e poético. Morrer com a família toda em volta como ela gostava. Agora ele estava só no mundo, já que seus irmãos não o viam como bom exemplo para seus filhos, e finalmente acabaram-se os almoços que ele tanto odiava. Nunca achou que diria isso, mas sentia falta do barulho. A casa em silêncio o fez ver que estar sozinho por opção é uma coisa, mas estar assim porque ninguém o quer por perto é insuportável. Mas ele nunca deu o braço a torcer e não daria agora. Tinha 32 anos e tempo ainda de criar seu próprio mundo como achava que deveria ser. “Não desistiria de seus sonhos por nada”.
Um dia chegou em casa um envelope. Era o convite para o casamento de Sara. Uma tristeza profunda invadiu seu coração. Pensar que nunca mais tocaria em sua pele ou sentiria o cheiro de seu cabelo mexeu demais com ele. Não entendia o porquê desse sentimento, afinal fora dele a escolha de ficar só. Ela sempre o amou e até tentou levar a sério, mas ele era duro na queda e não deixaria nem mesmo uma mulher como ela tirá-lo do seu destino solitário.
No dia do casamento reviu todos os amigos. A gangue reunida foi um evento inesquecível. Relembraram as farras, porres e as idéias loucas que surgiam entre um gole e uma tragada. Riu como a muito não conseguia e pela primeira vez percebeu a importância de ter amigos e invejou a felicidade burguesa deles. Quando voltou para casa decidiu que era hora de mudar algumas coisas em sua vida. Fazer adaptações, como ele descreveu.
Não sabia por onde começar. O que teria que ser mudado primeiro? Decidiu que seria o guarda roupa e visual. Deixaria aquele jeito desleixado de lado e seria um homem atraente. Depois reformou a casa. Abandonou o jeito sombrio e agora abria as janelas para o sol entrar. Logo ele, “um amante da lua”. Mas não demorou para perceber que não adiantava mudar por fora se continuava o mesmo por dentro. Conseguia conquistar as moças, mas nunca mantê-las, afinal se defendia tanto que elas fugiam depois de um tempo. Tentou fazer novos amigos, mas nenhum tinha em sua visão capacidade de compreendê-lo. Ainda continuava o mesmo arrogante e elitista de sempre, apesar de achar que a culpa era do mundo.
Um dia Sara bateu a sua porta. Estava triste com o fim de seu casamento e foi procurar consolo nos braços do amigo. Ele a recebeu com uma alegria egoísta. Via nela a sua grande chance. Ela era a pessoa que mais o entendia no mundo e eram tão parecidos que tinha a impressão que era apaixonado pelo espelho e talvez fosse mesmo. Ao invés de demonstrar seu amor ou alterar sua rotina, tentou encaixar Sara nos seus parâmetros. Pôs tudo a perder novamente por sua falta de percepção do outro. Sempre vivera apenas para si e ter que dividir-se em agrados que julgava banais fez com que ela fosse embora mais uma vez e ele finalmente percebesse que não havia maneira de viver ao lado de alguém.
Resignado caiu na farra irresponsável de antes. Largou tudo e disse a si mesmo que agora seria o que sempre sonhara. Agradeceu não ter cedido a Sara, assim era livre de verdade. Tinha dinheiro guardado e morava sozinho. Podia passar algum tempo dedicado a viver intensamente e escrever sobre isso. Quando terminasse publicaria um livro sobre suas experiências. Esse sim seria um sucesso e todos finalmente teriam que engolir que ele era “alguém especial”.
Assim continuou sua sina, numa competição particular com a vida. Quem iria desistir primeiro?
Já estava com 39 anos, quase acabado financeiramente e ainda sozinho. Sucesso? Só entre as prostitutas que adoravam seu jeito inteligente e generoso. Estava na hora de entregar os pontos, mas ele queria fazer em grande estilo e resolveu dar uma festa de ano novo. Esse seria o marco de sua mudança definitiva. Sim. Ele desistiu de ser o guerreiro solitário das causas perdidas. Tinha que admitir finalmente que precisava ser amado como qualquer ser humano normal.
Preparou uma grande festa. Convidou sua família e todos os amigos que fizeram parte de sua jornada de vida. Comprou presentes especiais e arrumou a mesa como sua mãe gostava. Queria mostrar que tinha mudado e que essas pessoas eram importantes para ele.
Sentou e esperou. As horas passaram e a campainha não tocava. Impaciente bebia e tentava se convencer que havia dito a hora errada do jantar. Mais uma, duas horas, e nada. Meia noite... Pedro só e embriagado xingava o mundo enquanto sentia, pela primeira vez, o peso de suas atitudes. Os fogos começaram a estourar no céu e ele chorando como um bebê, deitado no chão da sala vazia.
Eu o encontrei no dia seguinte. Mesmo a revelia do meu pai, eu tinha admiração por Pedro. E foi muito dura a cena que presenciei. Aquele homem sempre altivo e de nariz em pé nu com um tiro na testa. Ao seu lado o revólver do avô. Como companhia apenas seus cadernos e um blues triste tocando em looping. E me perguntei: Será que realmente fazemos nosso destino?
Pedro foi crescendo, mas sua postura não se alterava. Permanecia quase sempre em silêncio, com seu inseparável fone de ouvido e um livro nas mãos. Se largava a leitura era porque estava escrevendo. Nunca conseguiram descobrir sobre o que discorriam suas anotações. Esses diários só foram revelados depois de sua morte, surpreendendo a família e quem o conhecia. Seu jeito era sempre frio e distante. Ninguém nunca soube o que se passava dentro dele.
A única pessoa com quem conversava era o avô paterno. Ele havia dado a Pedro seu primeiro caderno, e lhe ensinado a ouvir o blues que embalava sua solidão auto infligida. Ele pertencia a uma típica família italiana comandada pela Nona e depois pela Mamma, com sua prole ao redor da mesa nos intermináveis almoços de domingo. Aquilo mais parecia um “show de bizarrice”. Seus irmãos eram bem mais velhos, “carecas e grosseiros”. Haviam também as cunhadas “gordas e submissas”, sem contar com as “crianças remelentas”. O barulho era insuportável, cada um querendo falar mais de si que o outro entre garfadas enormes de lasanha a bolgnesa. Observar a máfia reunida era uma lição de vida, decidira que nunca se casaria, evitando perpetuar o que achava grotesco e vulgar. Eles não eram pessoas más e nem mal educados, “apenas medíocres”. E Pedro nascera para coisas grandes e não para se tornar pai de “crianças patéticas e nem casado com mulheres sem cérebro”. Não, ele permaneceria imune aquela “praga” que assolara toda sua família.
Era um rapaz bonito, com sua pele morena e olhar penetrante. As meninas sempre o encaravam com desejo, mas não conseguiam despertar sua atenção e acabava por virar chacota entre os colegas de classe pelo seu jeito introvertido de ser. Achava ridículo o comportamento linear daquele “bando de idiotas”. Nadava todos os dias, o que lhe dava um corpo belo e mantinha sua mente concentrada. Nessas horas silentes dentro d’água fazia planos para o futuro brilhante que iria ter ou criava as historias que ocupariam as páginas de seu diário.
Viver em solidão, mesmo que por escolha pode ser dolorido, geralmente é. Principalmente quando se é jovem e a cabeça fervilha de incertezas, mas ele estava determinado a continuar sua caminhada e encontrou nas drogas uma maneira de aliviar as dores e substituir pessoas que poderiam mudar seu destino. Se tornou um poço de dogmas que seguia a risca. Claro que ele tinha amigos ocasionais e namoradas descartáveis. Eram os anos 80 com sua liberdade estampada em outdoors coloridos. Andava com um grupo de rebeldes sem causa como ele. Pensavam iguais e faziam sexo entre si como se ainda vivessem numa comunidade Hippie. Alguns eram bissexuais, o que os faziam parecer mais liberais ainda. Pedro nunca teve essas experiências, pelo menos nenhuma foi relatada em suas anotações. Se teve, não foi relevante em sua vida.
Fazia sexo com frequência. Era libertador, como foi descrito por ele mesmo. Era como encontrava o Deus que sua mãe tanto falava e que em sua visão, estava mais para um et. Ali sim ele estava “em sintonia com o cosmos, embalado por substancias que faziam de seu corpo um templo único”. Nessa época conheceu Sara, uma menina que parecia sua versão feminina e virou sua parceria constante de sexo e com quem discutia suas idéias mais profundas. Ela era linda com seus longos cabelos cacheados e aquele nariz alongado, típico das judias. A mãe tremia cada vez que Pedro citava o nome de Sara. Vivia repetindo que eles eram católicos e ele não poderia se casar com ela. Pedro ria por dentro dos medos da mãe. Não pensava em casar com Sara, falava nela constantemente só para ver o alvoroço na família. Era seu jeito de manter o silêncio durante o almoço.
Estava com 17 anos quando fez o vestibular para sociologia. Seu desejo era de “mudar o mundo”. Fazer com que as pessoas enxergassem que “tudo que elas viviam fazia parte de um plano macabro da sociedade consumista e retrógrada”. Comovente e patético ao mesmo tempo. Não precisou de um ano na faculdade para perceber que estava certo em sua visão, mas escolhera o jeito errado de atingir seus objetivos. Acabou entrando em depressão e ficou sem rumo durante muito tempo. Passava os dias deitado na cama pensando, bebendo ou se drogando. Sua mãe estava em desespero. Ele não queria saber de nada nem de ninguém e estava mais fechado do que nunca.
Depois de muita pressão resolveu trabalhar. “Se tivesse seu próprio dinheiro todos calariam a boca”. Ele teria que se curvar a sociedade que odiava, mas não havia outro jeito. Procurou um emprego onde pelo menos se sentisse à vontade, uma pequena livraria perto de sua casa. O dono era amigo de seu avô e Pedro ia lá desde criança para comprar livros. Assim ele estava em casa. Lia muito e conversava sobre livros com os clientes que ficavam abismados com seu conhecimento sobre todos os assuntos. Estava feliz a seu jeito. Em seu habitat natural e sem envolvimentos mais profundos.
Seus amigos estavam todos estudando e namorando, “acabaram sucumbindo à tentação da sociedade castradora”. Ele se sentia “traído e abandonado”. Até Sara parecia ter esquecido-se dele. Mas não importava. ele permaneceria como escolheu. Agora tinha outros planos, seria “escritor de sucesso”. Devorava livros e escrevia compulsivamente. De sua mente brotavam idéias em profusão e escrevia todas, mas nenhuma se ligava a ponto de produzir algo que ele achasse bom o suficiente para tentar publicar.
Os anos foram passando. Seus amigos agora estavam casando e era estranho ver a mudança em sua volta. Quando o avô morreu estava com 26 anos. Ele se fechou de vez na redoma que criou para se proteger daqueles “estranhos que se diziam seus parentes”. Agora a solidão tinha atingido seu ápice. Já não sentia prazer em nada, só o sexo, a música e os livros ainda faziam algum sentido ou pelo menos o tiravam daquela prostração.
Praguejava contra tudo e todos. Não sabia por que as pessoas não o entendiam. “Porque todos queriam fazer parte de um rebanho e não podiam pensar individualmente? E porque o condenavam por querer pensar diferente?”
Era um bom funcionário e acabou virando administrador da livraria, já que o dono já estava velho e não tinha filhos. Ele tomou conta de tudo. Virara um capitalista a contragosto, aumentando preços de livros para manter o negocio funcionado. Morava sozinho com a mãe já cansada e pensava em que ponto da sua vida “errou” para terminar assim.
Sua mãe morreu num domingo. Estranho e poético. Morrer com a família toda em volta como ela gostava. Agora ele estava só no mundo, já que seus irmãos não o viam como bom exemplo para seus filhos, e finalmente acabaram-se os almoços que ele tanto odiava. Nunca achou que diria isso, mas sentia falta do barulho. A casa em silêncio o fez ver que estar sozinho por opção é uma coisa, mas estar assim porque ninguém o quer por perto é insuportável. Mas ele nunca deu o braço a torcer e não daria agora. Tinha 32 anos e tempo ainda de criar seu próprio mundo como achava que deveria ser. “Não desistiria de seus sonhos por nada”.
Um dia chegou em casa um envelope. Era o convite para o casamento de Sara. Uma tristeza profunda invadiu seu coração. Pensar que nunca mais tocaria em sua pele ou sentiria o cheiro de seu cabelo mexeu demais com ele. Não entendia o porquê desse sentimento, afinal fora dele a escolha de ficar só. Ela sempre o amou e até tentou levar a sério, mas ele era duro na queda e não deixaria nem mesmo uma mulher como ela tirá-lo do seu destino solitário.
No dia do casamento reviu todos os amigos. A gangue reunida foi um evento inesquecível. Relembraram as farras, porres e as idéias loucas que surgiam entre um gole e uma tragada. Riu como a muito não conseguia e pela primeira vez percebeu a importância de ter amigos e invejou a felicidade burguesa deles. Quando voltou para casa decidiu que era hora de mudar algumas coisas em sua vida. Fazer adaptações, como ele descreveu.
Não sabia por onde começar. O que teria que ser mudado primeiro? Decidiu que seria o guarda roupa e visual. Deixaria aquele jeito desleixado de lado e seria um homem atraente. Depois reformou a casa. Abandonou o jeito sombrio e agora abria as janelas para o sol entrar. Logo ele, “um amante da lua”. Mas não demorou para perceber que não adiantava mudar por fora se continuava o mesmo por dentro. Conseguia conquistar as moças, mas nunca mantê-las, afinal se defendia tanto que elas fugiam depois de um tempo. Tentou fazer novos amigos, mas nenhum tinha em sua visão capacidade de compreendê-lo. Ainda continuava o mesmo arrogante e elitista de sempre, apesar de achar que a culpa era do mundo.
Um dia Sara bateu a sua porta. Estava triste com o fim de seu casamento e foi procurar consolo nos braços do amigo. Ele a recebeu com uma alegria egoísta. Via nela a sua grande chance. Ela era a pessoa que mais o entendia no mundo e eram tão parecidos que tinha a impressão que era apaixonado pelo espelho e talvez fosse mesmo. Ao invés de demonstrar seu amor ou alterar sua rotina, tentou encaixar Sara nos seus parâmetros. Pôs tudo a perder novamente por sua falta de percepção do outro. Sempre vivera apenas para si e ter que dividir-se em agrados que julgava banais fez com que ela fosse embora mais uma vez e ele finalmente percebesse que não havia maneira de viver ao lado de alguém.
Resignado caiu na farra irresponsável de antes. Largou tudo e disse a si mesmo que agora seria o que sempre sonhara. Agradeceu não ter cedido a Sara, assim era livre de verdade. Tinha dinheiro guardado e morava sozinho. Podia passar algum tempo dedicado a viver intensamente e escrever sobre isso. Quando terminasse publicaria um livro sobre suas experiências. Esse sim seria um sucesso e todos finalmente teriam que engolir que ele era “alguém especial”.
Assim continuou sua sina, numa competição particular com a vida. Quem iria desistir primeiro?
Já estava com 39 anos, quase acabado financeiramente e ainda sozinho. Sucesso? Só entre as prostitutas que adoravam seu jeito inteligente e generoso. Estava na hora de entregar os pontos, mas ele queria fazer em grande estilo e resolveu dar uma festa de ano novo. Esse seria o marco de sua mudança definitiva. Sim. Ele desistiu de ser o guerreiro solitário das causas perdidas. Tinha que admitir finalmente que precisava ser amado como qualquer ser humano normal.
Preparou uma grande festa. Convidou sua família e todos os amigos que fizeram parte de sua jornada de vida. Comprou presentes especiais e arrumou a mesa como sua mãe gostava. Queria mostrar que tinha mudado e que essas pessoas eram importantes para ele.
Sentou e esperou. As horas passaram e a campainha não tocava. Impaciente bebia e tentava se convencer que havia dito a hora errada do jantar. Mais uma, duas horas, e nada. Meia noite... Pedro só e embriagado xingava o mundo enquanto sentia, pela primeira vez, o peso de suas atitudes. Os fogos começaram a estourar no céu e ele chorando como um bebê, deitado no chão da sala vazia.
Eu o encontrei no dia seguinte. Mesmo a revelia do meu pai, eu tinha admiração por Pedro. E foi muito dura a cena que presenciei. Aquele homem sempre altivo e de nariz em pé nu com um tiro na testa. Ao seu lado o revólver do avô. Como companhia apenas seus cadernos e um blues triste tocando em looping. E me perguntei: Será que realmente fazemos nosso destino?
domingo, 25 de janeiro de 2009
Amar dói?
“Solidão a dois... Faz calor depois faz frio...” Gênio o Cazuza. Uma frase simples que traduz meu pensamento agora. Sempre fui solitário e gosto de estar assim, mas se sentir só estando com alguém é frustrante demais. Fico pensando as quantas andam as relações atuais. Tudo é superficial e fabricado. Somos o que escrevemos no orkut ou uma foto montagem de photoshop. Criamos nosso perfil de sucesso e nos relacionamos por códigos e emoticons. Cadê o abraço, o beijo, cafuné??? Não entendo e nunca entenderei.
Faça sexo, não faça amor. Viva no limite do prazer, mas evite a dor. Seduza mas não se mostre. Será um manual amplamente distribuído? Ou estão imitando programas de TV? Ou ainda uma nova campanha publicitária? Tipo: MINISTÉRIO DA SAÚDE ADVERTE: AMOR FAZ MAL. EVITE A TODO CUSTO. Qual será o futuro dessa geração que desconhece a contato real?
Não falo apenas de relações virtuais. Sou um critico voraz desse tipo de “namoro”, mas se ficasse por ai... Tudo bem. O problema é que essa moda pegou firme. As paqueras são por torpedo de celular ou um cara puxando o braço de uma menina a força para depois largar e pegar outra. Quanto mais beijos mais pontos. Yes. No fim da noite os vencedores são...... Dois solitários que dormem sem o aconchego gostoso de um corpo, mas com o ego inflado perante os amigos. Sem contar as esfinges de pedra com seu olhar penetrante e jeito intelectual. Eles/elas te olham e te decifram. Conquistam fácil e nunca, em hipótese alguma, se envolvem. Não. São superiores.
Assustador.
Eu nunca amei ninguém. Talvez eu procure uma mulher que só existe na minha mente. Quem sabe não seja meu destino essa alegria. Por causa disso fico triste em ver pessoas fugindo da “vida com medo da morte”. Escolhas. Sim. Eu prefiro morrer de amor a viver sem ele.
Quem ainda acredita no amor verdadeiro lute porque parece estar em extinção.
Faça sexo, não faça amor. Viva no limite do prazer, mas evite a dor. Seduza mas não se mostre. Será um manual amplamente distribuído? Ou estão imitando programas de TV? Ou ainda uma nova campanha publicitária? Tipo: MINISTÉRIO DA SAÚDE ADVERTE: AMOR FAZ MAL. EVITE A TODO CUSTO. Qual será o futuro dessa geração que desconhece a contato real?
Não falo apenas de relações virtuais. Sou um critico voraz desse tipo de “namoro”, mas se ficasse por ai... Tudo bem. O problema é que essa moda pegou firme. As paqueras são por torpedo de celular ou um cara puxando o braço de uma menina a força para depois largar e pegar outra. Quanto mais beijos mais pontos. Yes. No fim da noite os vencedores são...... Dois solitários que dormem sem o aconchego gostoso de um corpo, mas com o ego inflado perante os amigos. Sem contar as esfinges de pedra com seu olhar penetrante e jeito intelectual. Eles/elas te olham e te decifram. Conquistam fácil e nunca, em hipótese alguma, se envolvem. Não. São superiores.
Assustador.
Eu nunca amei ninguém. Talvez eu procure uma mulher que só existe na minha mente. Quem sabe não seja meu destino essa alegria. Por causa disso fico triste em ver pessoas fugindo da “vida com medo da morte”. Escolhas. Sim. Eu prefiro morrer de amor a viver sem ele.
Quem ainda acredita no amor verdadeiro lute porque parece estar em extinção.
sábado, 17 de janeiro de 2009
Fernando Pessoa
"Criei em mim várias personalidades. Crio personalidades constantemente. Cada sonho meu é imediatamente, logo ao aparecer sonhado, encarnado numa outra pessoa, que passa a sonhá-lo, e eu não." ...
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